06 Novembro, 2009

O jogo do costume: 1 imagem = 1 banda

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Próximo álbum dos Mastodon é uma banda sonora

05 Novembro, 2009

No blog com... Eugene Robinson

Eugene Robinson é uma daquelas personagens que se não nascesse teria que ser inventado. A caminho dos cinquenta, é vocalista dos Oxbow, jornalista, escritor e... lutador. Acima disto tudo é um poço de experiências. Ler os seus artigos, livros ou as suas letras é entrar num mundo cheio de vida. Vê-lo em palco é ver alguém possesso, é ver o melhor vocalista de todo o sempre. Amanhã começa mais uma tour europeia dos Oxbow, mas o Senhor respondeu-nos às perguntas do costume:

O que roda no teu leitor de cds/ mp3?
a CD by a band called Ovipositor....friends of mine from Oakland.

Último álbum que compraste?
a few Jim Carroll records. right after he died. mostly because I had not heard any but the first one before.

Último concerto?
Jesus Lizard and Black Elk.

Último filme que viste?
Inglorious Basterds.

Livro na tua mesinha de cabeceira?
waaaaaay too many to mention but including Scapegoat by Andrea Dworkin, a book about Anti-semitism and the Popes, a book by Joe Lansdale, some Henry James and one thing by Michael Chabon that everyone keeps telling me to read and of course MY novel, A LONG SLOW SCREW.....

Concertos que não se esquecem...


Novo tema dos Kayo Dot

04 Novembro, 2009

Rolla 22 esgotada

Temos uma cópia do número 18 (Zu na capa), 19 (Isis), 20 (Sunn) e duas cópias do número anterior (Mars Volta). Interessados apitem que quero despachar isto.

As fotos do ZUper concerto






03 Novembro, 2009

A Viscera no Passos

O melhor concerto de 2010 já está escolhido

Peter Brötzmann Chicago Tentet @ Casa da Música 10-05-2010
Peter Brötzmann — tenor sax/clarinet/tarogato
Mars Williams — tenor/alto/soprano sax/clarinet
Ken Vandermark — tenor sax/clarinet/bass clarinet
Mats Gustafsson — baritone sax/fluteophone
Joe McPhee — pocket cornet/valve trombone/soprano sax
Jeb Bishop — trombone
Fred Lonberg-Holm — cello
Kent Kessler — bass
Michael Zerang — drums/percussion
Hamid Drake — drums/percussion

Disco pós concertaZU

O Que Roda no Meu iPod?

O que roda no meu ipod


Nada.

Não tenho iPod.

Nem quero ter.



Já tinha outra post preparado – mas para não começar numa nota mais sombria decidir iniciar as minhas contribuições com um incentivo à discussão.



Sem querer estar para aqui a fazer demagogia, no meu entender, um blog (ou equiparado online) deveria ser um espaço aberto à discussão acesa. No entanto, para muito pena minha, vejo pouca real discussão neste blog apesar de várias óbvias provocações e tentativas por parte de vários membros. Assim, o meu post inicial é uma tentativa de iniciar uma discussão viva sobre temas que certamente interessam a qualquer audiófilo.



Não tenho iPod, em primeiro lugar, porque não gosto do formato mp3. O que acham vocês deste formato? Parece-me impossível que algum fã de música consiga ouvir, por exemplo, Sun O))) em mp3 com a inerente perda (e também distorção) da riqueza espectral que caracteriza precisamente o som desta banda. Vários tipos de música (e a maioria dos que me interessam) sofrem grandemente com a passagem a mp3 já que se perde resolução frequencial de acordo com um modelo que não tem em conta essa tal riqueza acima mencionada - isto para não falar na eliminação de quaisquer frequências supostamente não audíveis e que podem sem qualquer dúvida influenciar a experiência de dada música (os Sun O))) deverão ser outro exemplo aqui). Quando ouvem música no computador preferem o mp3 ou um qualquer formato lossless (sem perdas) ? Num mundo actual em que o constante aumento da largura de banda é uma realidade fará sequer sentido a existência do mp3 (ou outro qualquer formato com perdas)? (nota: eu sei que o iPod oferece o formato mac lossless mas sei pouco sobre o mesmo e em geral não aprecio formatos proprietários)



Não tenho iPod, em segundo lugar, por que me irrita ouvir música com auscultadores. Embora admita que há alguma música que beneficia da audição com auscultadores prefiro que a música flua e interaja livremente com o espaço sendo modulada conforme as características do mesmo. E gosto ainda de interagir livremente (e radialmente) com essa música que flui pelo espaço e não estar prisioneiro da ditadura da estereofonia fixa dos auscultadores. Qual a vossa opinião relativamente à audição de música com auscultadores? Haverá músicos / bandas que gostem que nunca tiveram a intenção que a sua música se ouvisse com auscultadores?



E porque não voltar ao início e perguntar também: será um blog ou um fórum online o espaço ideal à discussão? Agrada-vos este formato para expor e trocar ideias?



Estou genuinamente interessado nas vossas respostas. É interessante perceber como cada um ouve música e lida com o crescente número de formas de a ouvir (e discutir).

02 Novembro, 2009

ZU HOJE no PORTO


2 de Novembro, uma data que certamente recordaremos já a partir de amanhã. Nunca vimos os Zu ao vivo, mas não temos dúvidas que vai ser algo de outro mundo. Estamos quase de saída para o Passos, fica então mais um aviso para que não cheguem tarde. Lembrem-se que há malta a vir de longe, há malta a depender de transportes públicos e amanhã é outro dia de trabalho/ faculdade. Enquanto não lutarmos todos para o mesmo lado isto nunca mudará. Abriremos a bilheteira às 22h15 e se tudo correr bem os Zu estarão em palco às 23h, da nossa parte vamos fazer por isso. Até loguinho num dos concertos do ano...

Ps: Dedicamos este concerto ao mestre António Sérgio.

Convidados de Novembro

Pedro Nunes é praticamente um membro eterno do tasco, o Zé Reis é o primeiro a fazer hat-trick, e o Hélder Costa vai continuar também por mais um mês. As novidades de Novembro são o nosso amigo fotógrafo e companheiro de ensaios Jorge Silva, e o Luís da melhor editora underground do país: a Esquilo. Nunca o blog teve tantos convidados de uma só vez, vai ser um grande mês.

Morreu António Sérgio


Uma voz inconfundível, um mestre, tinha apenas 59 anos...
A quantidade de boa música que descobrimos à custa deste senhor!

30 Outubro, 2009

Sonhar acordado...ou apenas adormecer


Graças ao um preço convidativo, 4ª Feira passada pareceu-me um bom dia para ficar a conhecer a música de um artista sobre o qual já muito tinha lido. Assim, desloquei-me até ao Teatro Maria Matos para assistir ao concerto de Jon Hassell & Maarifa Street, pronto para conhecer o que significa, em termos sonoros, o tal Quarto Mundo, que tanto impressionou, entre outros, Brian Eno.

Numa sala repleta de gente, barbas, calvície e poucas raparigas, Hassell e três companheiros tocaram durante cerca de 90 minutos. E o mínimo - e máximo, depende do ponto de vista - que se pode dizer é que foi uma actuação repleta de beleza e subtileza, mas também extremamente irregular.

Explico-me: o saxofone de Hassell emite um som belíssimo, que poucas ou nenhumas vezes terei ouvido. Evade a todo o momento a tentativa de o arrumar numa gaveta geográfica, enquanto provoca o suspiro e o desejo que não se cale. O problema é que se cala demasiadas vezes, mesmo para uma música que se quer tão delicada. E se o violinista argelino consegue quase igualar o seu mestre na capacidade evocativa do seu som, já o tocador de sampler e o guitarrista noruegueses (desculpem ter-me esquecido dos nomes) resvalam algumas vezes para um ambientalismo pouco excitante.

Se é verdade que a primeira visita de Hassell a Portugal termina com saldo positivo, também não é menos verdade que sinto alguma coisa ficou por explorar. Que aquilo tem tanto mais para oferecer. Ninguém espera free-jazz. Espera-se apenas que não se repouse à sombra dos "louros", e isso nem sempre aconteceu.

ZU no Porto: últimos dias para reservar

ZU
2 de Novembro
Passos Manuel

Horários:
22h15 abertura da bilheteira (foyer)
23h início do concerto

Reservas até segunda de manhã (conforme disponibilidade) para: amplificasom@gmail.com

Passem o halloween a comprar discos

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Voucher expiry date: 1st November 2009

Visualizar Música em Portugal (1ª parte)

Desta vez vou escrever-vos sobre apenas alguns nomes que fazem trabalho visual para música em Portugal.
Esta primeira parte abrange essencialmente artistas de design gráfico e ilustração.
São apenas alguns nomes, gostava também que escrevessem sobre outros artistas que admirem que não estão presentes nestas linhas :)


Bráulio Amado, o autor da capa do excelente album dos Lobster, o seu trabalho desdobra-se em cartazes e capas de cd.



André Coelho, a ilustração deste senhor é do melhor, é músico dos Sektor 304, fez trabalhos para a Thisco, para a Enough Records, para alguns projectos portugueses e internacionais. Faz capas, cartazes, ilustração, zines...


Tó trips, o músico dos Dead Combo assina os seus trabalhos gráficos como mackintoxico, tem trabalhos muito variados, desde posters, capas de albuns, dvd´s, fez alguns trabalhos para cinema (um deles é a capa do filme Movimentos Perpétuos de Edgar Pêra).
Fez trabalhos para Bunny Ranch, The Legendary Tiger Man, Loosers... Assina a maior parte das capas da Optimus Discos



Carlos Quitério, é um dos meus ilustradores preferidos, costuma ilustrar alguns jornais e revistas nacionais e internacionais, o seu trabalho não é apenas no campo da música, mas tem algumas das melhores ilustrações sobre músicos feitas por cá.

Blitz: 25 anos

Lembro-me quando comprava o Blitz às terças-feiras, era uma rotina quase religiosa. E adorava, adorava mesmo quando não tinha nada de jeito. Cheguei a ser assinante, cheguei a ver os Isis numa das páginas e depois vi o jornal a transformar-se em revista. Espreitei os primeiros números e separei-me dela. Compreendi e aceitei que tivesse que mudar, mas já não tínhamos nada para dar um ao outro. Foi o fim.
Faz 25 anos agora em Novembro e deixo aqui o meu desejo que tudo continue a correr bem.

Évora no mapa

Sei quem está por detrás deste evento e sei da vontade que tem em colocar Évora no mapa underground dos concertos. Malta do alentejo e arredores: é apoiar!!!

29 Outubro, 2009

Rapidinhas...

Boris - Japanese Heavy Rock Hits Vol. 1 [Southern Lord 2009]
Depois da banhada que foi o split com 9dw, é bom ter os Boris de volta ao que melhor sabem fazer. É verdade que um dos motivos que me faz gostar tanto deles é essa capacidade de mutação e de experimentação de registo para registo, mas esse split foi um tiro ao lado. Já no primeiro volume desta série de três em sete polegadas encontramos uns Boris cada vez mais ecléticos, aventureiros e confiantes na sua música. Gostem ou não, eles não estão preocupados. Depois do sushi, são para mim a melhor exportação japonesa.
Drunkdriver & Mattin - A List of Profound Insecurities split 12'' [Badmaster 2009]
Não faço a mínima quem é o Drunkdriver, saquei o split por causa do basco Mattin e o tema está em loop há duas semanas. Graças à Esquilo já tive a oportunidade de o apanhar ao vivo duas vezes em dois projectos diferentes e em ambas saí com cicatrizes para o resto da vida. Não gosto de tudo o que edita, principalmente quando mete laptop, mas é impossível ficarmos indiferentes ao seu talento e visão em tudo que se envolve. Este tema é brutal!! Enablers - Now You Can Answer My Prayers 10'' [Lancashire And Somerset 2009]
O Soulseek continua a ser o software onde os melómanos partilham a sua música. Por mais raro que seja, sabemos que mais tarde ou mais cedo aquele disco que está na wishlist vai aparecer. Este novo lançamento dos americanos Enablers é um desses casos e que bem que está a saber. Não há novidades neste dez polegadas, é som à lá Enablers que basicamente serve para nos relembrarem que continuam a fazer boa música e entreter-nos até ao próximo LP. Banda especial esta…
Jesu - Opiate Sun EP [Caldo Verde 2009]
O JKB habitou-nos mal. Tirando o Infinity que ainda estou a digerir, já não editava nada há um ano e para os Jesu (ou para nós) é muito tempo. A verdade é que Justin tinha este lançamento em mente há mais de dezoito meses. Inicialmente estava previsto uma edição em que consistia nos Jesu de estúdio (Ted Parsons e Diarmuid Dalton) vs. os Jesu de palco (Dave Cochrane e Phil Petrocelli) e acabou por, tal como em Infinity, compor e tocar todos os instrumentos. Esta banda sempre foi, é e será o seu reflexo, mas as razões para tal só ele poderá explicar. De qualquer maneira, é um EP muito bem-vindo composto por quatro temas mais crus do que o habitual sem nunca perder a sua face shoegaze. Nunca exagera nem complica, mas desta vez as canções estão mais simples e melódicas com peso q.b. e deixa a “experimentação electrónica” de “We Are Not Perfect” para trás. Uma coisa que Justin nunca se irá livrar é das comparações com o seu passado, nomeadamente Godflesh, mas aquilo que me parece é que mesmo envolvido em outros projectos como Final ou Greymachine ele encontra nos Jesu a maturidade artística que sempre procurou…ou não.

Ps: Caldo Verde Records é a editora de Mark Kozelek que não pensou duas vezes depois de comer essa deliciosa sopa numa noite lisboeta.Jodis - Secret House [Hydra Head 2009]
Já falei deste disco no tasco, sublinho agora as palavras da Quartin:
“A perfeição com que todos os elementos são introduzidos ao longo das sete faixas é arrepiante. Chama-se Secret House mas bem podia ser Desert House, já que é para o que o álbum me transporta; por vezes até consigo ouvir o eco, sentir o pó a passear-se no ar. Ou talvez Secret House seja o nome correcto, por o disco me fazer encontrar essa tal casa...”
Resto aqui: Erode Oxbow - Fuckfest [Hydra Head 2009]
Esta Reedição do primeiro disco dos Oxbow datado de oitenta e nove não é nada mais que uma celebração aos vinte anos de carreira desta banda de São Francisco. Falta-lhe uma vinda a Portugal… Até isso acontecer é esperar um novo álbum já no início de 2010 embora uma coisa seja certa: bater Narcotic Story é quase impossível, é o auge desta inspiradora viagem “avant-garde” que começou ao mesmo tempo que uns Nirvana, por exemplo. A banda é composta por músicos fantásticos, sem dúvida, mas a genuinidade de Eugene Robinson e a sua maneira de exprimir os seus textos ricos numa mescla de padre meets bebé de dois anos é incrível. Tenho para mim que são uma das bandas mais subvalorizadas de sempre, mas estão aí para mais vinte. Abençoados sejam!

Sugestão para hoje